Polícia Federal apreende planilha com cargos e pedidos de deputados na Alerj

folhafluminense
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A Polícia Federal apreendeu uma planilha no computador do chefe de gabinete do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) que detalha cargos, áreas de influência e supostos pedidos feitos por parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ao então presidente da Casa, atualmente afastado.

De acordo com a investigação, o documento contém anotações divididas entre “o que tem” — indicando espaços ocupados por deputados na estrutura do governo estadual — e “pedido”, apontando interesses em órgãos públicos e setores administrativos. Para os investigadores, o material sugere um mapeamento de indicações políticas e pleitos direcionados à administração estadual.

Segundo a PF, 11 deputados chamaram atenção no conteúdo apreendido. Entre os nomes citados estão Douglas Ruas, Guilherme Delaroli, Rodrigo Amorim, Tia Ju, Célia Jordão, Carlinhos BNH, Felipinho Ravis, Júlio Rocha, Arthur Monteiro, Dr. Deodalto e Thiago Rangel.

Os registros mencionam solicitações envolvendo órgãos como o Detran-RJ, a Fundação Leão XIII, o programa Segurança Presente, o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ), a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ) e estruturas administrativas em bases eleitorais.

Em nota, todos os parlamentares citados negaram qualquer irregularidade. As defesas afirmam que não participaram da elaboração da planilha e sustentam que o diálogo institucional com o Poder Executivo, incluindo indicações e pleitos regionais, faz parte das prerrogativas da atividade parlamentar.

Nesta última sexta-feira (27), Bacellar foi indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho. Outras cinco pessoas também foram indiciadas no mesmo inquérito. As defesas negam envolvimento com organizações criminosas e afirmam que irão contestar as acusações na Justiça.

Bacellar havia sido preso em dezembro durante a Operação Unha e Carne, mas deixou a prisão dias depois por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mediante o cumprimento de medidas cautelares. A investigação segue sob sigilo parcial.

 

 

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