A situação jurídica delicada e o desgaste político enfrentado pelo ex-chefe do Executivo estadual do Rio de Janeiro têm provocado movimentações internas importantes dentro da legenda.
Integrantes influentes do partido avaliam que o momento exige um nome com menor desgaste e maior capacidade de competitividade eleitoral. Entre os nomes que passaram a circular com força nos corredores da política fluminense estão os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, além do senador Carlos Portinho.
A definição da chapa do PL para o Senado deve passar diretamente pela articulação do senador Flávio Bolsonaro, considerado hoje a principal liderança da sigla no estado.
Outro nome que aparece nas conversas é o do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, atualmente filiado ao União Brasil. Parte do grupo político defende uma composição que preserve uma vaga do Senado para o PL e abra espaço para alianças estratégicas com outras legendas.
Cresce a especulação sobre uma possível entrada do delegado Felipe Curi na disputa, caso Cláudio Castro decida deixar ou seja impedido definitivamente ao páreo eleitoral.
Na política, ninguém espera o relógio parar para tomar decisões. O movimento do PL no Rio mostra exatamente isso: o partido percebeu que depender exclusivamente de Cláudio Castro pode representar um risco eleitoral alto demais em 2026.
Além do desgaste político, problemas jurídicos existe a queda de popularidade que acabam contaminando qualquer projeto majoritário. E política, principalmente no Rio de Janeiro, é sobrevivência estratégica.
Carlos Jordy representa a ala mais combativa. Sóstenes Cavalcante tem forte influência junto ao eleitorado conservador e evangélico. Carlos Portinho aparece como um nome mais técnico e moderado. Já Felipe Curi surge como aposta ligada ao discurso de segurança pública, tema que historicamente tem peso enorme no estado.
No fim das contas, a disputa não será apenas sobre quem tem votos. Será sobre quem consegue chegar em 2026 sem desgaste suficiente para afundar uma chapa inteira.
E no Rio, isso vale ouro político.
Por Marcos Soares – Jornalista – Analista Político
