
Operação Faixa Amarela apura suspeitas de fraude em licitações, superfaturamento, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em contratos de transporte escolar
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17), a Operação Faixa Amarela, destinada a investigar possíveis irregularidades em contratos relacionados ao transporte escolar da Prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Duque de Caxias e na cidade do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, a investigação apura a possível atuação de uma organização criminosa em fraudes licitatórias, peculato, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
As apurações indicam que as supostas irregularidades tiveram início em 2020 e envolveram contratos que foram sucessivamente renovados. De acordo com a PF, somente nos três primeiros anos, os valores contratados ultrapassaram R$ 62 milhões. A corporação investiga indícios de superfaturamento, pagamentos de vantagens indevidas e mecanismos utilizados para ocultar a origem de recursos supostamente obtidos de forma ilícita.
A investigação surgiu a partir da análise de informações obtidas em um aparelho celular apreendido durante a Operação Anáfora, procedimento anterior que também apurou suspeitas envolvendo contratos públicos no município. A PF afirma que os elementos reunidos apontam para uma possível atuação coordenada entre empresários, agentes públicos e terceiros.
Duque de Caxias é historicamente uma das principais bases políticas da família Reis. No cenário eleitoral de 2026, Jane Reis (MDB), irmã do ex-prefeito e ex-deputado Washington Reis, foi escolhida como pré-candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por Eduardo Paes (PSD) ao Governo do Estado do Rio de Janeiro.
É importante destacar, porém, que a nota oficial divulgada pela Polícia Federal sobre a Operação Faixa Amarela não atribui responsabilidade criminal a Jane Reis nem afirma que ela seja alvo desta etapa específica da operação. A investigação permanece em andamento, e eventuais responsabilidades individuais ainda dependem da análise das provas e do avanço do inquérito.
Caso as suspeitas investigadas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder, entre outros delitos, por organização criminosa, fraude em licitação, peculato e lavagem de dinheiro.



