Policial Militar é baleado no pescoço durante abordagem em Paraisópolis – Enquanto isso, a Lei segue protegendo quem atira contra quem nos protege

folhafluminense
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Um tiro à queima-roupa no pescoço de um policial militar. Dois criminosos. Luta corporal. Arma roubada. Fuga. Paraisópolis, São Paulo, Brasil — o país onde o crime não teme a polícia, porque sabe que a polícia está de mãos atadas por um sistema judicial cúmplice.

Não é exagero dizer: hoje, no Brasil, as leis são o melhor colete à prova de balas que o bandido pode ter. Não importa o calibre, não importa o crime — sempre existe uma brecha, um recurso, uma “garantia” que transforma o assassino em “réu primário” e o coloca de volta nas ruas antes mesmo da vítima sair do hospital.

Audiências de custódia, progressão de regime, saídas temporárias, penas ridículas para crimes hediondos… É um cardápio de impunidade servido diariamente pelo Estado a quem vive do crime. E a fatura dessa leniência é paga com sangue — o sangue de quem veste a farda e encara o perigo que os legisladores jamais ousariam enfrentar.

O policial baleado em Paraisópolis é apenas mais um nome em uma lista vergonhosa que cresce a cada semana. Mas, para o sistema, ele será apenas uma estatística. Já o criminoso que o atacou, este, sim, terá todo o amparo legal, advogado pago por ONGs “humanitárias” e o conforto de saber que a lei trabalha a seu favor.

O Brasil virou um paraíso para o crime e um inferno para quem combate o crime. E não se iluda: enquanto as leis forem escritas para proteger o agressor, nenhuma operação policial, nenhum aumento de efetivo e nenhum discurso de “tolerância zero” vai funcionar.

Este não é apenas mais um caso de violência urbana. É o retrato nu e cru de um Brasil invertido, onde o policial precisa se explicar mais do que o criminoso, onde o bandido é tratado como “vítima da sociedade” e onde a vida de quem nos protege parece valer menos do que um parágrafo bonito no Código Penal.

As audiências de custódia, as brechas da lei e a complacência de quem deveria endurecer as regras criaram um paraíso para quem vive do crime. E, no submundo das ruas, eles já entenderam: podem atirar, podem matar, podem roubar a arma de um policial — no máximo, serão incomodados por alguns dias antes de voltarem para o mesmo território de onde nunca deveriam ter saído.

É hora de falar sem meias-palavras: o Brasil precisa escolher de que lado está. Porque hoje, entre a farda e o revólver do bandido, parece que a lei já fez sua escolha.

A verdade é dura e precisa ser dita: o maior inimigo da segurança pública no Brasil não está armado nas vielas — está de toga, gravata e caneta na mão, assinando a liberdade de quem deveria apodrecer na cadeia.

Por Marcos Soares
Jornalista – Analista Político                                                                                                                                   instagram.com/@marcossoaresrj    |  instagram.com/@falageraltv

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