Um episódio registrado em vídeo dentro de uma unidade de pronto-socorro no bairro de Imbetiba em Macaé, no Norte Fluminense, provocou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre atendimento humanizado e possíveis práticas discriminatórias no serviço público de saúde.
As imagens, que passaram a circular amplamente na internet, mostram um ambiente de tensão, com troca de acusações, gritos e gestos considerados ofensivos durante o atendimento. O caso teria começado após uma longa espera por assistência médica.
De acordo com relatos publicados nas redes sociais, a paciente identificada como Duda Rosa, trans em situação de vulnerabilidade social, procurou a unidade com queixas de dores intensas, tosse persistente e sinais de desmaio. Segundo a denúncia, a demora no atendimento teria sido excessiva.
A acompanhante da paciente, a ativista Camila Pereira, questionou a equipe sobre a prioridade no atendimento, o que teria provocado o início de uma discussão. Ainda conforme os relatos, a situação se agravou com acusações de tratamento desrespeitoso e supostos gestos obscenos direcionados à acompanhante.
O vídeo divulgado registra o momento de exaltação e indignação dentro da unidade, mas não mostra integralmente o contexto anterior ao conflito.
Após a repercussão do caso nas redes sociais e a mobilização de apoiadores, autoridades teriam sido acionadas. Segundo os envolvidos, somente depois da intervenção externa a paciente recebeu atendimento médico.
Até o momento, não havia posicionamento oficial amplamente divulgado detalhando a versão da unidade de saúde ou eventuais providências administrativas.
O caso trouxe à tona discussões sobre o direito constitucional à saúde e a necessidade de atendimento humanizado, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
O acesso à saúde deve ocorrer sem discriminação de identidade de gênero, condição social ou qualquer outro fator. A legislação brasileira garante atendimento universal e igualitário no sistema público de saúde.
Organizações da sociedade civil cobram apuração rigorosa dos fatos e, se confirmadas irregularidades, a adoção de medidas administrativas e disciplinares.
O episódio reforça a importância da transparência na gestão pública e da qualificação permanente de profissionais para lidar com situações de alta demanda e diversidade social.
A reportagem tentou falar com o administrador da unidade que não se encontrava no local e segue acompanhando o caso e aguarda manifestação oficial da unidade de saúde e da administração municipal sobre as circunstâncias do ocorrido e eventuais desdobramentos.



