Consultoria, emprego e estabilidade econômica: o impacto pouco visível do trabalho técnico nas pequenas empresas

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Por Flávia Moreno em colaboração com Milena Verardo.

Nos últimos anos, um fenômeno econômico tem intrigado analistas e gestores: enquanto pequenas e médias empresas criam milhões de novos postos de trabalho, um número igualmente impressionante delas desaparece do mercado. A causa, segundo especialistas, não é falta de inovação ou empreendedorismo, mas deficiências estruturais em gestão financeira e controles internos. É neste vácuo que profissionais especializados em auditoria e consultoria de risco estão se tornando peças fundamentais para garantir não apenas a sobrevivência, mas a prosperidade desse vital segmento econômico.

Rafael Rizzo Rocha é um desses especialistas. Com mais de uma década de experiência em auditoria interna e gestão de riscos em multinacionais, ele passou anos identificando vulnerabilidades em operações complexas, implementando controles e garantindo conformidade em ambientes onde qualquer falha operacional poderia resultar em perdas significativas. Agora, ele está voltando sua expertise para um desafio diferente: levar as mesmas práticas de excelência que protegem as grandes corporações para o universo das pequenas e médias empresas. “O que percebi ao longo da minha carreira é que as ferramentas de gestão que garantem a sustentabilidade de uma multinacional são exatamente as mesmas que faltam às pequenas empresas”, comenta Rocha. A diferença é que ninguém nunca as tornou acessíveis para esse segmento.

A Lacuna que Ninguém Vê A realidade das PMEs é paradoxal. Essas empresas representam a grande maioria do tecido econômico americano e são responsáveis pela maior parte da criação de empregos. No entanto, elas operam com uma fragilidade que as grandes corporações superaram há décadas. Sem acesso a departamentos especializados de auditoria interna, compliance e gestão de riscos, muitas PMEs navegam no escuro, tomando decisões financeiras baseadas em intuição em vez de dados estruturados.

O resultado é previsível: problemas de fluxo de caixa não identificados a tempo, fraudes internas que poderiam ter sido prevenidas, processos ineficientes que drenam recursos, e uma vulnerabilidade geral a crises econômicas. Quando chega a primeira grande dificuldade — uma recessão, uma mudança regulatória, uma perda de cliente importante — essas empresas não têm as estruturas de resiliência para sobreviver.

“A consultoria especializada em auditoria e gestão de riscos não é um luxo para as PMEs; é uma necessidade”, afirma Rocha. “É a diferença entre uma empresa que prospera e uma que desaparece.” Uma Missão de Impacto Econômico Movido por essa convicção, Rocha fundou sua própria consultoria, focada em trabalhar com pequenas e médias empresas em setores estratégicos como distribuição de alimentos, construção e serviços financeiros. Sua abordagem não é oferecer soluções genéricas, mas implementar frameworks de auditoria, controle interno e gestão de riscos que sejam realistas para o tamanho e a complexidade de cada cliente. O modelo de negócio é ambicioso.

Além de gerar empregos diretos em sua própria operação, a consultoria projeta um efeito multiplicador significativo na economia. Ao fortalecer a base operacional e financeira de suas clientes, ela não apenas preserva postos de trabalho existentes, mas cria condições para que essas empresas cresçam, expandam suas operações e gerem novos empregos. Mais importante ainda, ao implementar padrões de governança corporativa alinhados com as melhores práticas globais, a consultoria capacita as PMEs americanas a competir em um mercado internacional cada vez mais exigente. Empresas com controles internos sólidos, processos transparentes e gestão de riscos estruturada tornam-se parceiros mais confiáveis, atraem investimentos e fortalecem a posição competitiva dos Estados Unidos.

O Trabalho Invisível que Sustenta a Economia A contribuição de especialistas como Rocha é frequentemente invisível aos olhos do público. Não há manchetes sobre uma empresa que não faliu porque implementou melhores controles de caixa, ou sobre empregos que foram preservados porque riscos foram identificados e mitigados a tempo. No entanto, esse trabalho técnico e especializado é o alicerce sobre o qual repousa a estabilidade econômica. “Quando você fortalece a base das pequenas empresas, você fortalece comunidades inteiras”, reflete Rocha. “Mais empresas estáveis significam mais empregos seguros, maior arrecadação de impostos locais, e um ecossistema de negócios mais saudável. É um efeito cascata que poucos conseguem enxergar, mas que é absolutamente real.” A economia americana, com toda sua dinâmica e inovação, repousa sobre a saúde financeira e operacional de milhões de pequenas e médias empresas. E garantir essa saúde é o trabalho silencioso, mas absolutamente vital, de consultores e auditores especializados que, como Rafael Rizzo Rocha, dedicam suas carreiras a construir a resiliência que permite que o motor econômico continue funcionando.

 

      

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