O prefeito de Casimiro de Abreu, Ramon Gidalte, protagonizou mais um episódio polêmico ao atacar críticas feitas pela população durante um evento oficial realizado em Barra de São João. Em vez de responder aos questionamentos sobre sua gestão e às denúncias que vêm desgastando o governo municipal, o prefeito preferiu adotar um discurso de confronto contra os próprios eleitores.
Durante a entrega de títulos de regularização fundiária, Ramon Gidalte afirmou que os moradores deveriam “abençoá-lo” em vez de criticá-lo nas redes sociais. “Vocês têm que me abençoar. Críticas em redes sociais não resolvem nada”, declarou o prefeito, em tom que gerou forte reação entre moradores e internautas.
A fala chamou atenção principalmente pelo momento político enfrentado pela administração municipal. Em meio a cobranças por transparência, reclamações sobre serviços públicos e denúncias envolvendo integrantes do primeiro escalão do governo, a expectativa era de posicionamentos objetivos e respostas à população. No entanto, o prefeito optou por desqualificar as críticas e minimizar o direito da população de se manifestar.
Em outro trecho do discurso, Ramon pediu que os moradores “orem e rezem” por ele até 31 de dezembro de 2028, quando termina seu terceiro mandato à frente da Prefeitura. Segundo o prefeito, a população deve pedir para que “Deus dê saúde e sabedoria” a ele durante a gestão.
A declaração foi interpretada por muitos como um sinal de desconexão com a realidade enfrentada pelos moradores do município. Para críticos, enquanto a população cobra soluções concretas para problemas da cidade, o prefeito parece mais preocupado em blindar sua imagem e tentar silenciar o debate público.
A frase “se crítica resolvesse, o Brasil não teria problema nenhum”, dita pelo chefe do Executivo, também repercutiu negativamente. Isso porque críticas e cobranças populares fazem parte do processo democrático e são instrumentos legítimos de fiscalização do poder público. Em democracias maduras, governantes são constantemente cobrados — especialmente quando ocupam cargos sustentados pelo voto popular e pelos recursos pagos pelos contribuintes.
Nas redes sociais, moradores classificaram a postura do prefeito como “arrogante”, “autoritária” e “desrespeitosa” com a população. Muitos internautas lembraram que políticos são eleitos justamente para prestar contas à sociedade e não para exigir blindagem ou reverência diante das críticas.
O episódio amplia ainda mais o desgaste político da gestão Ramon Gidalte e reforça a percepção de intolerância com opiniões contrárias dentro do governo municipal. Em vez de ouvir a população e responder às demandas da cidade, o prefeito parece tratar críticas como afronta pessoal — comportamento que preocupa setores da sociedade civil e alimenta ainda mais a insatisfação popular.
