A abertura do Carnaval 2026 em Saquarema como instrumento de fortalecimento da rede de proteção à mulher.

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Colunista: Kizzi Salgado 

Saquarema abriu o Carnaval 2026 com um recado direto: respeito não é tendência de Carnaval, é compromisso de gestão.

Eu estive no Bloco “Não é Não” e acompanhei tudo de perto. E quando a gente está no local, sente a energia e vê as autoridades caminhando juntas, entende que não é só ação simbólica para foto — é posicionamento institucional.

Estavam presentes a Secretária de Estado da Mulher, Heloisa Aguiar, reforçando a atuação do Estado; a Prefeita de Saquarema, Lucimar Vidal, mostrando que o município assumiu essa pauta como prioridade; a Secretária Municipal da Mulher, Marcia Azeredo, à frente da execução local; e também Karol Mendez, subsecretária de Ações Comunitárias e Empreendedorismo, fortalecendo essa rede feminina que trabalha de forma integrada.

E é importante deixar claro: o bloco é a parte visível. O trabalho acontece o ano inteiro.

Saquarema mantém a Guarda Maria da Penha atuando no acompanhamento de mulheres com medidas protetivas. O CRAM oferece apoio jurídico, psicológico e social. O programa Capacite Mulher prepara profissionais para um atendimento mais humanizado. E o Projeto SER H atua na reeducação de agressores, atacando a raiz do problema.

Além da proteção, há uma estratégia muito clara de autonomia. O Formaliza Mulher, em parceria com o Sebrae, incentiva mulheres a se formalizarem como MEI. Há capacitações, feiras de fomento e políticas como a Creche Noturna, que permite que mães trabalhem ou estudem com segurança.

Durante o Carnaval, a campanha ganhou reforço com materiais informativos, QR Codes em bares e restaurantes e divulgação do aplicativo Rede Mulher, conectando vítimas aos canais de denúncia. Também houve ações de saúde, vacinação e cuidado com a autoestima.

O que eu vi ali foi mais do que um bloco abrindo a folia. Vi uma gestão que entende que proteção à mulher não pode ser sazonal.

Quando Estado e Município caminham juntos, a mensagem fica mais forte: a mulher não está sozinha.

E isso, na prática, faz diferença.

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